Retrospectiva 2012

Este ano foi além das minhas expectativas. É claro que a cada virada de ano esperamos renovação, coisas boas, diferentes. Mas esse foi bombástico. Não no sentido ruim da palavra, nem no bom. Mas foi um tanto quanto, diferente.

Entre as coisas mais importantes que fiz neste ano foi a mudança de agência. Duas vezes. Eu precisava, minha mente precisava, e a minha vida profissional também. Acabei descobrindo que aquela vida glamorosa de publicitário que se prega nos filmes, livros, faculdade e por quem está de fora não existe: muito trabalho, stress, dores de cabeça e quilos a mais.

Assim, descobri que a felicidade não está no trabalho, e que trabalhar no que gosta não é um hobby.

Tudo isso me rendeu 7 kg a mais, fiz a dieta da proteína, perdi e ganhei tudo de novo. Percebi que um ano inteiro sem frequentar a academia direito, você anula o esforço de todo o ano anterior.

Mas tudo bem, em compensação a minha vida pessoal ficou ótima. Aprendi que de sexta à noite a domingo eu posso anular a minha semana e ser feliz.

Conheci pessoas legais. E bem chatas também.

Encontrei e reencontrei amigos. Fiz, refiz e desfiz amizades.

Realizei o segundo maior sonho da minha vida, comprei um carro.

Vi meu time ser campeão e ir para a segunda divisão.

Fiz um novo blog.

Enfim, 2012 foi um ano que passou rápido demais, apesar de ter acontecido tantas coisas.

É bom fazermos uma retrospectiva, pois no final de cada ano, precisamos renovar nossos votos (sim, isso é bom). Assim, dá pra ver o quanto vamos muito além de nossas expectativas, que somos maiores do que realmente pensamos e que a vida nos proporciona momentos cada dia mais felizes, mesmo que a gente não perceba. Ou só veja isso quando um novo ano chegar.

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Eu amo ser mulher.

Pode ser clichê, mas eu tenho que dizer: eu amo ser mulher.

Amo me maquiar, comprar cosméticos, sapatos, bolsas, roupas novas, fazer combinações.

Colocar um salto e me sentir poderosa. Mudar o cabelo e me sentir mais poderosa ainda.

Poder olhar para o lindo abdômen sarado no meu namorado e sentir sua barba serrada em meu rosto.

Ser uma nova mulher a cada dia com diferentes looks. Enjoar da minha própria cara, poder mudar o cabelo sem ninguém me achar gay.

Ser mulher é poder ter os sentimentos mais profundos. Ter preocupação demais, rir demais, chorar demais, amar demais.

É ficar “naqueles dias”: ter cólica, TPM, inchaço, e ainda trabalhar, estudar, cuidar dos filhos, da casa, preparar o jantar, visitar a sogra. E daí?  Passamos por cima de tudo isso lindamente e de salto alto. Sexo frágil? O que é isso?

Por que querer ser homem? Para fazer xixi em pé, poder tirar a camisa no calor, escolher apenas a cor do terno para uma festa?

Hoje em dia podemos tudo. Até chamar para sair e pagar a conta. Somos livres, lindas, independentes.

Mas mesmo assim, os homens são essenciais em nossas vidas.  Se não fossem eles, por quem iríamos nos apaixonar?

Apesar de sabermos nos cuidar, os deixamos tentar do jeito deles nos proteger.

Conseguimos abrir o vidro de palmito. Mas fingimos não conseguir só para mostrar que precisamos deles.

Escolhermos  a cor do vestido. Mas mesmo assim pedimos a opinião deles só para saber qual eles gostam mais (e escolhemos o outro).

Fingimos ser submissas. Só para eles acharem que mandam. Tudo para o bem do relacionamento.

Porque agora os papéis inverteram. Eles também são sensíveis, se cuidam mais e até lavam a louça.

A gente tem que entender né? Afinal, se não fosse tão bom ser mulher não ia ter tanto homem querendo estar no nosso lugar.

 

 

* Esse começou hoje e acabou hoje. Pra mim nunca tá bom, então resolvi postar assim mesmo.

EM BUSCA DA FELICIDADE.

Ah, a felicidade… Felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Perfeito.

Mas, afinal onde realmente está a felicidade? Todos procuram, alguns encontram. Uns tem certeza que encontraram, outros já a tem e não sabem.

Muitos acham que ela está na riqueza, nos bens materiais, outros, no sucesso profissional. Mas acredito que a felicidade está nas pequenas coisas da vida.

Um beijo de saudades, a primeira mordida num bolo de chocolate, uma gargalhada a dois na cena de um filme, um churrasco com amigos, na novela a noite com a família. Tudo isso pra mim, são pontos de felicidade.

Quando não estamos felizes a ansiedade aumenta, passamos a descontar nossas frustrações nas pessoas que amamos, em comida, no trabalho e em tudo o que fazemos. Se vai no cinema, o filme não é bom. Se sai para jantar, a comida é ruim. Qualquer passeio é chato. E qualquer discussão é briga.

Até que um dia uma pequena mudança, faz tudo começar a fluir. Até as coisas mais simples, parecem se encaixar perfeitamente.

Você se olha no espelho e se sente bonita, o desânimo desaparece e você se sente motivada a fazer tudo o que tem vontade. Até aquela calça “esquecida” no fundo da gaveta parece entrar melhor.

Nada mais te decepciona. Não existem mais motivos para chorar.

E eu, hoje, passo por este momento, estou feliz com meus pontos de felicidade. Eles passaram por cima dos meus pontos de tristeza. Que tristeza? Já não lembro mais dela.

Eu ainda não encontrei a felicidade plena, mas acredito que sei onde ela está, e pelo jeito, está bem perto.

 

* Esse acabei de fazer. Tá fresquinho.

Tudo por interesse.

Certa vez falei a um amigo que tudo o que ele fazia por mim era por interesse. Ele claro, odiou, brigou, xingou, se afastou. Mesmo eu explicando o porque, acredito que até hoje ele não entendeu.

A explicação é uma simples: nos aproximamos de pessoas por interesse.

É claro que não falo de interesse físico. A vida, a convivência, a amizade, vai muito além do que um simples interessezinho.

Nos aproximamos de pessoas pelo bem que elas nos fazem, pelas palavras que elas dizem (ou não dizem) ou pelo simples fato de estarem junto.

O substantivo “interesse” pode ser cobiça, zelo, preocupação, curiosidade.  Embora muitas vezes assuma um lado negativo. E este meu amigo certamente levou pra este lado.

No dia a dia temos de ser interessante. Numa entrevista de emprego, por exemplo, você tem que se mostrar interessante para conquistar o entrevistador e ser aprovado. Você tem amigos por interesse e por ser uma pessoa interessante. Os seus relacionamentos só acontecem quando alguém se interessa primeiro.

Ninguém deve se culpar por se interessar por alguém e tentar de tudo para despertar o interesse de uma pessoa. Nos tornamos interessantes, para interessar pessoas interessantes para nós.

Porém, quando esta pessoa se torna desinteressante, nos afastamos, perdemos o interesse. E assim fazemos a pessoa achar que não é interessante para ninguém.

Por isso sejamos assim, pessoas interessadas, interesseiras, interessantes.

* Esse tem uns dois anos. Te irritou ao ler? Me irritou um pouco também.

Pai, tenho saudades.

De quando eu esperava ansiosa você chegar cansado do serviço às 19h30.

Das idas à madeireira aos sábados para datilografar na máquina de escrever, pintar papéis com marca texto e furá-los para ficar parecidos com queijo. E ouvir os elogios e ver quanto meu pai era querido, pelo menos pelas mulheres.

De ir no Makro, pra comer coxinha de frango e tomar guaraná, no Sam’s club, sentar nas cadeiras bonitas, provar jaquetas e jogar joguinhos no computador.

Conibra, Uemura e passar horas olhando os lustres, banheiros montados, banheiras, pisos de piscina e portas e janelas de madeira, sempre saindo de lá com um pincel ou um rolinho de tinta.

Carrefour, Extra para chutar as bolas, gritar com a irmã, se perder em plena véspera da véspera de Natal.

Dos fins de semana em que e você falava: – Helo, eu vou no mercado, você não vai não. Só para eu querer ir junto.

De poder comprar tudo que eu quisesse, a não ser aqueles suquinhos dentro de embalagens de plástico com diversas formas e cores.

Dos gibis usados comprados na banca em frente a padaria, que vinham com os passatempos já feitos, e dos novos também.

Das vindas da igreja em que eu pedia – Pai, compra esfiha?

Dos mais de 120 Km/h na BR, ninguém dirigia tão bem.

De plantar rosas no jardim, árvores no pomar, cerca viva na calçada, pintar a cerca.

De fazer milhões de perguntas e ver todas serem respondidas com a maior convicção e conhecimento do mundo.

De quando eu lia todos os outdoors na rua, e você com paciência (pelo menos parecia), enquanto eu aprendia a ler.

De buscar leite pra você todo dia na geladeira, mesmo reclamando.

Pai, você é tudo na minha vida, eu poderia fazer uma lista infinita aqui de coisas, mas isso é só pra demonstrar o quanto eu te amo, e sinto saudades.

Beijos, te amo e feliz dia dos pais.

Sua filha, Heloiza
08/08/2010

* Já que todo mundo que leu, chorou (mesmo quem não conhecia meu pai nem eu), resolvi publicar.

A verdade por trás dos parques de diversão

Hoje fiquei chateada com a notícia de uma adolescente que caiu de um brinquedo em um parque de diversões e morreu.

Comecei a lembrar o quanto às idas aos parques de diversão fizeram parte da minha infância e adolescência.

Lembro o quanto era difícil todo ano pedir ao meu pai que deixasse eu e minha irmã irmos à excursão do colégio, não entendo porque o medo, pois ele sempre deixava. Lembro da primeira vez que pedi e fui, aos oito anos.  E foi assim, ano a ano, até terminar a escola.

E todas às vezes era a mesma coisa, a expectativa era grande. Não dormia a noite, levantava cedinho, me arrumava toda, e ia.

É engraçado como o dia rendia, parecia que tinha 48 horas. As enormes filas nunca foram problema, aliás era nas filas que a gente se divertia mais. As musiquinhas, as amizades, as paqueras, tudo contribuía para o ambiente ser mesmo, um parque de diversões.

Conforme eu fui crescendo, um parque nasceu, outro diminuiu e os acidentes começaram a aparecer. Na verdade sempre aconteceu, mas dificilmente era divulgado. Hoje, com a internet, não tem como esconder.

E é aí que eu me recordo do que o meu pai sempre falava: você não tem noção do perigo que existe nesses brinquedos. Quando você crescer, vai perceber. E aí eu percebi.

Confesso que exagerei um pouco no título, para chamar mais atenção ao texto. Mas, se parar para pensar, porque tantas cenas de filmes sinistros em parques de diversão? Por que sempre existem casas mal-assombradas e tantas pessoas fantasiadas de demônios? Por que os acidentes são sempre escondidos e quando descobertos, abafados? Por que as famílias sempre saem perdendo nas causas na justiça? Por que há falta de treinamento de funcionários? Por que há falta de manutenção nos brinquedos? Ganância? A busca descontrolada pelo dinheiro? Tem que ver isso aí hein?

De uma coisa eu sei. Meus filhos não irão a parques. E quando eles vierem me pedir, falarei: ano que vem vamos à Disney, mesmo que nunca forem.

 

* Escrito em 24/02/2012

Dia de Verão em São Paulo

Dia comum, eu saio de casa nem frio nem calor, não levo blusa nem guarda-chuva. Chegando do escritório, o vento a 17° do ar condicionado me refresca em mais um dia de verão em São Paulo. 1h da tarde, hora do almoço, desço o elevador e o vento congelante me faz pensar em Starbucks, com café quente desta vez, mas logo caio na realidade e lembro que lá não aceita Ticket Refeição. Ainda com muito frio, melhor entrar no restaurante mais próximo (e barato) que aparecer. Depois de comer, voltando ao serviço com muita pressa, é possível observar paulistanos vestidos de diversas formas: Terninhos e Paletós, jaquetões e cachecóis, camisetas e tomaras-que-caia.

Ao entardecer, uma forte chuva cai lá fora, já ouço os trovões do lado de dentro do prédio, ainda preciso comprar um biquíni, para quem sabe usá-lo (em pelo menos um) dia de sol nesse verão em que a chuva predominou quase todos os dias. Atravessar a cidade em um dia de chuva não é fácil, então vou a pé mesmo (lembre-se sem guarda-chuva). A chuva vai molhando e humilhando ao mesmo tempo, ela seria boa, refrescante, talvez estimulante (se eu estivesse acompanhada, é claro), se não fosse um tanto quanto humilhante. Conforme eu ando, e passo em frente “O melhor bolo de chocolate do mundo” completamente ensopada, as pessoas me encaram, me fazendo sentir (mais) molhada e imunda. Os carros não deixam de dar a sua colaboração me jogando mais água, e fazendo aumentar a minha vontade de sumir.

Nesta hora já desisti do biquíni, de andar, de viver. Já peguei ônibus errado, já desci e já gastei o dinheiro que havia recebido, e já estou parada a mais de 4 horas voltando (tentando voltar) pra casa.

Esta é uma história comum, de uma mera paulistana. E as notícias como: Chuva atingiu a capital ontem provocando 44 pontos de alagamento, derrubou árvores e deixou semáforos apagados, já são frequentes em nossos dias de verão. Vamos para a praia em Julho?

*Um pouco de realidade, um pouco de ficção. Texto de 2009.

2011

Em conversas com amigos, percebi que o ano de 2011 foi ruim para a maioria das pessoas. E eu, me incluía neste grupo. Foi aí que parei para pensar: o que fiz neste ano?

O ano começou bem. Passei a virada como eu gosto, na praia, com amigos e com meu amor.

Comecei a trabalhar para valer na agência. Criei, errei, acertei e aprendi mais aqui do que nos anos de faculdade e em livros. Minha experiência sem dúvida foi que nem Ferrari, de 0 a 100 em segundos.

Li muito, muito mesmo. Me viciei. Estou lendo 1, com mais 4 para ler e quero comprar mais 3.

Na agência, conheci pessoas maravilhosas, e cada uma que ia embora, parecia que saía um pedaço de mim. Mas aprendi a ficar feliz com a felicidade deles e a chance que eles terão de crescer longe daqui.

Sofri com minhas dores. O pescoço aponta a cada tristeza. A perna, quando ela quer.

Fiz tratamentos estéticos: depilação a lazer, peeling de cristal, manthus e carboxiterapia. O último, não indico nem para o meu pior inimigo, se eu tivesse um.

O meu time fui obrigada a esquecê-lo. Decepção atrás de decepção me fez fazer o que nunca tinha feito antes: deixar de assistir quase todos os jogos do campeonato.

Amei intensamente. E assim, passei mais um ano ao lado dele. Sem entender o porquê de muitas coisas, mas juntos sempre. Afinal, mesmo com tantas diferenças, não conseguimos viver um sem o outro.

Comi muito.  Muito Mc Donald’s, muito sushi, muito doce. Comi Crêpe Francês, e não era tudo aquilo. Comi comida de hospital e de avião. E percebi que elas não eram tão ruins como todo mundo falava.

Fiz Boxe, Pilates, Spinnig, Musculação. Mas não consegui me empolgar tanto na academia quanto eu gostaria.

Neste ano, realizei um dos meus maiores sonhos junto ao meu maior medo. Andei de avião. O medo eu não perdi, a tensão foi a mesma na ida e na volta. As dores no corpo só passaram quando pus o pé no aeroporto na volta. Sempre tive certeza que eu morreria quando andasse de avião. Ainda bem que eu estava enganada.

Outro sonho realizado foi que aprendi a dirigir. Passei diversos perrengues na auto-escola, CFC, mas no fim deu tudo certo, tirei minha carta. Só falta o carro.

Também realizei minha primeira operação, que esperei há tantos anos. A temida cirurgia de varizes. Dormi no hospital pela primeira vez. Tomei a minha primeira anestesia e senti as primeiras dores do pós-cirurgico. Voltei a trabalhar em 15 dias com medo de perder meu emprego, já que a agência entrou em crise e enxugaram metade dos funcionários.

Com isso, senti a primeira decepção de perder um cliente. E a primeira decepção de ter que cumprir uma função que não era minha. Mas, tudo pelo bem da agência e pelo bem do meu emprego. Desanimei, chorei, faltei, mas estou aqui. Minha carreira depende disso e meus sonhos também.

Por conta disso, tive medo que meus planos para 2012 não fossem alcançados e será praticamente impossível. Mas quem falou que seria fácil?

Posso até dizer que 2011 não foi dos melhores e nem dos piores também. Mas que 2012 seja muito melhor.

Olá, mundo!

Resolvi manter o título do WordPress. Amei. É daqui pro mundo, com exclamação e tudo!  Este ano terá muitas novidades.

Em MEMÓRIAS DE UMA JOVEM PUBLICITÁRIA começo finalmente incluir meus textos. Um pouquinho (bem) atrasado, minha primeira “memória” é sobre o ano de 2011.

Publicarei também textos antigos, de alguns anos atrás, mas sempre com memórias. Afinal, minha nostalgia jamais acaba, e minha vida é feita de memórias. Talvez essa seja uma forma de me motivar todos os dias. Talvez não, é.

Hoje pra mim é passado e futuro. E nada mais.