A verdade por trás dos parques de diversão

Hoje fiquei chateada com a notícia de uma adolescente que caiu de um brinquedo em um parque de diversões e morreu.

Comecei a lembrar o quanto às idas aos parques de diversão fizeram parte da minha infância e adolescência.

Lembro o quanto era difícil todo ano pedir ao meu pai que deixasse eu e minha irmã irmos à excursão do colégio, não entendo porque o medo, pois ele sempre deixava. Lembro da primeira vez que pedi e fui, aos oito anos.  E foi assim, ano a ano, até terminar a escola.

E todas às vezes era a mesma coisa, a expectativa era grande. Não dormia a noite, levantava cedinho, me arrumava toda, e ia.

É engraçado como o dia rendia, parecia que tinha 48 horas. As enormes filas nunca foram problema, aliás era nas filas que a gente se divertia mais. As musiquinhas, as amizades, as paqueras, tudo contribuía para o ambiente ser mesmo, um parque de diversões.

Conforme eu fui crescendo, um parque nasceu, outro diminuiu e os acidentes começaram a aparecer. Na verdade sempre aconteceu, mas dificilmente era divulgado. Hoje, com a internet, não tem como esconder.

E é aí que eu me recordo do que o meu pai sempre falava: você não tem noção do perigo que existe nesses brinquedos. Quando você crescer, vai perceber. E aí eu percebi.

Confesso que exagerei um pouco no título, para chamar mais atenção ao texto. Mas, se parar para pensar, porque tantas cenas de filmes sinistros em parques de diversão? Por que sempre existem casas mal-assombradas e tantas pessoas fantasiadas de demônios? Por que os acidentes são sempre escondidos e quando descobertos, abafados? Por que as famílias sempre saem perdendo nas causas na justiça? Por que há falta de treinamento de funcionários? Por que há falta de manutenção nos brinquedos? Ganância? A busca descontrolada pelo dinheiro? Tem que ver isso aí hein?

De uma coisa eu sei. Meus filhos não irão a parques. E quando eles vierem me pedir, falarei: ano que vem vamos à Disney, mesmo que nunca forem.

 

* Escrito em 24/02/2012

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