2011

Em conversas com amigos, percebi que o ano de 2011 foi ruim para a maioria das pessoas. E eu, me incluía neste grupo. Foi aí que parei para pensar: o que fiz neste ano?

O ano começou bem. Passei a virada como eu gosto, na praia, com amigos e com meu amor.

Comecei a trabalhar para valer na agência. Criei, errei, acertei e aprendi mais aqui do que nos anos de faculdade e em livros. Minha experiência sem dúvida foi que nem Ferrari, de 0 a 100 em segundos.

Li muito, muito mesmo. Me viciei. Estou lendo 1, com mais 4 para ler e quero comprar mais 3.

Na agência, conheci pessoas maravilhosas, e cada uma que ia embora, parecia que saía um pedaço de mim. Mas aprendi a ficar feliz com a felicidade deles e a chance que eles terão de crescer longe daqui.

Sofri com minhas dores. O pescoço aponta a cada tristeza. A perna, quando ela quer.

Fiz tratamentos estéticos: depilação a lazer, peeling de cristal, manthus e carboxiterapia. O último, não indico nem para o meu pior inimigo, se eu tivesse um.

O meu time fui obrigada a esquecê-lo. Decepção atrás de decepção me fez fazer o que nunca tinha feito antes: deixar de assistir quase todos os jogos do campeonato.

Amei intensamente. E assim, passei mais um ano ao lado dele. Sem entender o porquê de muitas coisas, mas juntos sempre. Afinal, mesmo com tantas diferenças, não conseguimos viver um sem o outro.

Comi muito.  Muito Mc Donald’s, muito sushi, muito doce. Comi Crêpe Francês, e não era tudo aquilo. Comi comida de hospital e de avião. E percebi que elas não eram tão ruins como todo mundo falava.

Fiz Boxe, Pilates, Spinnig, Musculação. Mas não consegui me empolgar tanto na academia quanto eu gostaria.

Neste ano, realizei um dos meus maiores sonhos junto ao meu maior medo. Andei de avião. O medo eu não perdi, a tensão foi a mesma na ida e na volta. As dores no corpo só passaram quando pus o pé no aeroporto na volta. Sempre tive certeza que eu morreria quando andasse de avião. Ainda bem que eu estava enganada.

Outro sonho realizado foi que aprendi a dirigir. Passei diversos perrengues na auto-escola, CFC, mas no fim deu tudo certo, tirei minha carta. Só falta o carro.

Também realizei minha primeira operação, que esperei há tantos anos. A temida cirurgia de varizes. Dormi no hospital pela primeira vez. Tomei a minha primeira anestesia e senti as primeiras dores do pós-cirurgico. Voltei a trabalhar em 15 dias com medo de perder meu emprego, já que a agência entrou em crise e enxugaram metade dos funcionários.

Com isso, senti a primeira decepção de perder um cliente. E a primeira decepção de ter que cumprir uma função que não era minha. Mas, tudo pelo bem da agência e pelo bem do meu emprego. Desanimei, chorei, faltei, mas estou aqui. Minha carreira depende disso e meus sonhos também.

Por conta disso, tive medo que meus planos para 2012 não fossem alcançados e será praticamente impossível. Mas quem falou que seria fácil?

Posso até dizer que 2011 não foi dos melhores e nem dos piores também. Mas que 2012 seja muito melhor.